A ARTE GLOBALIZADA
A super-estadunidense Pop Art, por exemplo, é literal e metaforicamente coisa do século passado – ainda se encontra nas galerias, mas não se pode dizer que é moderno. Afinal, qual a novidade nos museus? A reposta é simples: o mundo todo. A pintura, a escultura e seus derivados são tão influenciados pela geopolítica como a bolsa de valores. Isso porque a globalização implicou uma abertura dos portos, ou melhor, das portas das galerias.

Se há algumas décadas arte exótica significavam as lembrancinhas trazidas de viagens pelos mais aventureiros, hoje tem a ver com a promoção de artistas dos mais variados países. Junto ao crescimento econômico, China Rússia estão dando mais importância e mais espaço à cena artística. Nessas - e noutras - nações consideradas emergentes escolas têm sido inauguradas e talentos, recebido apoio do governo e de investidores particulares. Na América Latina, as referências são as cidades de São Paulo e Buenos Aires. Já em 2005, o New York Times dedicou uma matéria a artistas da Mongólia.



A super-estadunidense Pop Art, por exemplo, é literal e metaforicamente coisa do século passado – ainda se encontra nas galerias, mas não se pode dizer que é moderno. Afinal, qual a novidade nos museus? A reposta é simples: o mundo todo. A pintura, a escultura e seus derivados são tão influenciados pela geopolítica como a bolsa de valores. Isso porque a globalização implicou uma abertura dos portos, ou melhor, das portas das galerias.

Se há algumas décadas arte exótica significavam as lembrancinhas trazidas de viagens pelos mais aventureiros, hoje tem a ver com a promoção de artistas dos mais variados países. Junto ao crescimento econômico, China Rússia estão dando mais importância e mais espaço à cena artística. Nessas - e noutras - nações consideradas emergentes escolas têm sido inauguradas e talentos, recebido apoio do governo e de investidores particulares. Na América Latina, as referências são as cidades de São Paulo e Buenos Aires. Já em 2005, o New York Times dedicou uma matéria a artistas da Mongólia.




Uma das maiores sensações hoje é Subodh Gupta, um indiano que tem o patrocínio de François Pinault, o nome por trás da Gucci. Ainda vivendo em seu país natal, ele utiliza objetos do dia-a-dia, como leiteiras e panelas, para mostrar o contraste entre o simples e o complexo, o rural e o metropolitano. Mas suas obras não nascem apenas de aconchegantes instrumentos de cozinha. Ele aposta até em excrementos de vaca, e não apenas para chocar: em algumas vilas daquele país, os dejetos do ruminante são usados em rituais de purificação. Seu perfil pode ser lido no site da britânica BBC, e o também inglês The Guardian o chamou de Damien Hirst de Nova Déli e de Marcel Duchamp subcontinental.

O mercado de arte contemporânea está aquecido. Colecionadores chegam a abordar recém-formados e a valorização de algumas peças tem se mostrado extraordinária. Em poucos anos, o valor de uma criação pode passar de US$ 15 mil para US$ 750 mil. Contudo, não é apenas o dinheiro que está por trás de tudo isso. A arte está seguindo um caminho já trilhado pela moda, pela arquitetura e até pela culinária (lembram-se de quando as pessoas faziam cara feia para a idéia de comer peixe cru?). Hoje, com as novas tecnologias e com cada vez mais pessoas viajando, o que parecia exótico está extremamente próximo.


Aliás, "arte exótica" não é o nome de um movimento específico. Antes, representa um novo fluxo de idéias e estilos, em que não há uma nação dominante, ao menos quando se fala de criação. Há até quem não goste do termo (aliás, exótica para quem?). Bom, fica a idéia: a arte hoje está mais global do que nunca.

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