.jpg)
(o poeta)
Constrói-se um poema de cadeiras vazias,
de solidão, de chuva na vidraça, de folhas caindo no chão.
de Outono, de Inverno, de mãos frias e pedaços de pão,
mas esquece-se o grito seco do poeta que fica no coração.
O poeta quer mudar o mundo, perguntar, meditar fundo.
Mostrar o que vai mal, evidenciar a mentira e a verdade.
Faz do seu corpo um poema de sangue, lanças, ossos e verbo
como escultura armada no mundo. Faz mexer a multidão, iluminar o belo,
fazer rodar o relógio do sentimento, mudar a cor da ideia,
abrir o pensamento, alcançar o horizonte perdido.
Chama de irmão os outros e não desiste de
laçar o suicida, amar o desprezado, receber nos braços o fraco.
Se o sol nascesse agora quantas palavras podia o poeta agora escrever e abrir um novo mundo?
Constantino Mendes Alves
.
[Foto: Nova Zelândia - TrekLens]
0 comentários:
Postar um comentário